segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Livros

Calvino, Calvino, Calvino...
Insistes tanto para que fique confortável, que tire os sapatos, que estique as pernas, feche a porta, mas, do que gosto mesmo mais é quando me dizes para não esperar nada deste livro. Que já não espero nada de nada de nada de nada.
Percebo o que dizes. Verdade que percebo.
Agora tu, será que percebes o que te quero dizer? Não. Até porque ainda não o disse.
Eu sei que, não esperar nada é receber tudo e nunca, mas mesmo nunca ficar desapontado. Expectativas meu caro.
E quando anoitece, do que é que ficamos à espera?
Percebes Calvino?
É que mesmo que tu não esperes sabes que há sempre alguém que espera de ti. Confuso isto!


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